Fotografia, Autor Desconhecido
Ilusões de beijos secos, olhos retorcidos e entremeados de medo, linha mortal que brinca com a vida à espera que se encontre com a do horizonte…
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Leva de mim uma vez mais aquilo que procuras…o que procuras que não amor, não eu… apenas de mim…
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São ecos de uma presença ausente que me percorre o braço e o acolhe, resguarda e salienta nas veias o sangue que lhe corre e me domina…
São promessas que o agarram, são alucinações que o abraçam….
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Nos dedos a agulha que em segredo se junta ao sangue, passos percorridos que misturam o pó de um amor que se tenta atingir … a minha heroína de devaneios e cegueiras …
Nos beijos o ardor de mulher e amante que me sussurra e promete esperança, que me deixa o suor num charco junto a mim… num reflexo sem nexo…
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Lembra-te deste dia como aquele que mais necessito que me ames… não me abandones nem deixes de me fazer sonhar…e sofrer…
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Litost tão doce que me promete um retorno ao seu ventre lar, miséria que me chama, sucumbe, transtorna e desejo… mas que não me pertence…
No corpo o nome que escreve e se diz meu… que não possuo, não conheço e não ama…
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Devolve-me o sorriso que perdi, que fizeste teu com um olhar rasgado… Traz-me de volta as lágrimas arrancadas no antro de uma dor de paixão que não sinto…
Devolve o menino que se consumiu no meio do teu corpo na procura da ingenuidade perdida e prometida, que se desnudou e bebeu da tua boca a jura que no teu sabor se encontrava, que se escondeu dentro da tua pele semeada por ti por uma nova vida amada e sofrida…
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Heroína de corpo, amor e prazer, princesa de ilusões, droga que me regula a dor, me traz sono e magia, que me aquece e conforta, que me cega em surdina…
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Lembra-te deste dia como aquele que mais necessito que me ames… não me abandones nem deixes de me fazer sonhar… e viver…
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Bebe, mastiga esse leve e fugaz trago da natureza… e leva tudo de mim… mais uma vez…Sem pena, sem mágoa, sem tristeza e sem uma única lágrima…
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Vive meu amor, nos meus apólogos e demência, na dependência que te tenho à minha cura…que eu hoje… vou-me cobrir dos silêncios que me deste e roubar a ti um pedaço da solidão que possuis… fechar os olhos, injectar a tua doce paixão em mim e morrer a teus pés!
MABA
