
Fotografia, Autor Desconhecido
Deuses…”Dizem que os Deuses, entediados, resolveram inventar a humanidade para se divertirem…Mas, mesmo assim, continuavam aborrecidos; então inventaram o amor…e o tédio acabou. Resolveram experimentar eles mesmo o amor… viram como ele pode ferir e logo inventaram o riso para suportar… a dor…”
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Orpheu, filho da poesia, da luz e do sol, da verdade e da profecia cresceu entre musas e deuses…aprendeu, viveu por entre a magia das ruas do paraíso e da maldição, cantos suaves onde as ruas perdem todos os seus nomes e as lágrimas são lavadas entre o respirar dos mares e o sorriso das árvores… conheceu a sua amada, menino ainda… e de mãos cruzadas correram entre campos de flores onde estas desabrochavam à sua passagem.
O destino não perdoou Orpheu, caindo a seus pés o cruel desígnio dos Deuses…essa dor de um amor que o riso que não tem, não o consegue fazer esquecer…memorias que o fez renunciar à sua forma de abençoar a vida e por fim a não aclamação de tal amor morreu de joelhos por sua eterna paixão…
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Orpheu, filho da sombra, do sonho e bastardo da lua… encantou o Deus que mais adora e idolatra a utopia e o desejo de somente amar; o mesmo que assume qualquer forma humana e apossa qualquer feito de outros para viver, por eles, através dos seus sonhos…no amor dos meros mortais…
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Morpheu!!, falo-lhes do Deus Filho do Sono e da Magia, que estando presente no dia da morte de Orpheu bebeu-lhe do seu leito… o seu sopro… e ele…Hoje! Vive! Onde as suas Ruas Não Têm Nome, onde o sonho do Amor das Ruas de Orpheu, são hoje inebriadas pela vontade de sonhar das Ruas de Morpheu…
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MABA
