Thursday, May 26, 2011

III- Seiva de Amor, Desejo!


Perguntem a essa aparente confissão…
Se sabe desse alvitre ou profecia…
Perguntem ao vosso mais intimo desejo…
Se será somente um pedido de perdão…
...
A resposta será não e nada!
ou sim e tudo!
...
Eu? Não admito nada mais!
e Sei!
Que não irão gostar de mim, talvez adorar, talvez odiar…
Que alguns sofrerão inveja e que outros repulsa
Não irão gostar de mim agora e muito menos na vida e no amor escrito…
… pelos dedos que sacrifico na exigência da pele por punição,
… martírio de beijos roubados envoltos em sonhos que não meus,
… jubilo e magia na diferença do genuíno ao impuro e da embriaguez à insanidade.
...
Não é uma questão de impunidade, pergunta ou solidão…
Virtude, orgulho, convicção, sentimento e ilusão… Talvez!

Digo-vos de forma categórica.
E irão vê-lo de forma inequívoca.
Não!
Não é uma posição confortável a minha…
Mas sim a Vossa!
Sofro por entre as linhas que escrevo e vivo…
Martírio de uma solidão que não desejo.
Mas é minha, só minha!
Anseio que me salvem, imploro que me leiam, percebam, compreendam e concluam de uma forma majestosa o que escrevo vagabundeando…
E como é fácil soletrar a palavra decepção e reclamar que ame mais alto e maior …
E como é fácil e cómodo observar e tirar conclusões de forma distanciada…
E como é fácil sonhar ao invés de viver um sonho, como difícil é viver sem saber sonhar…
E como é fácil vendermo-nos e sermos vendidos pelo Amor que sentimos e por quem ansiamos…
….
Amor!
A mesma súplica se aplica a Vós!
Sois capazes de morrer por Amor? Controlar a vida e a pertença solidão?
Com certeza que não!
Sintam...
como eu senti, como eu sinto.
O tremor, medo, loucura e insanidade sã…

Perguntem!
Será que o que sentem existe algures em algo de mais profundo?
Ou existe uma eterna barreira, um determinado limite de felicidade obscura, exacta, controlável e estagnada.

Perguntem!
Se a infelicidade da perda, a demência de ir mais alem, a algo insaciável prenunciado num horizonte inatingível que nos enlouquece e nos paralisa nessa procura …existe?
Ou existem momentos eternos, perfeitos, do nosso ser, intimo, modéstia e vaidade, humildade e servidão, para sempre recordado,para sempre inacabado, para sempre perpetuado na busca da perfeição e evolução de algo único a dois tons, a dois corpos …a dois!


Fotografia, Autor Desconhecido
Texto, MABA

Wednesday, May 25, 2011

...


Thursday, May 19, 2011

II- Seiva de Amor, Sangue!



















Perguntem-me quem sou?
Mascara de alguns de Vós…
Perguntem-me se existo?
Segredo! Pobre mascara que me encobre…
Amor!
Amor é, Amor será…algo único dentro de nós que nos move e conhece, domina e ilude…
Como uma criança volátil que cresce ao acreditar num suposto futuro que lhe pertence…
Como um bêbado atroz que da bebida faz vida e do seu cálice vergonha…
Como um poeta devasso, libertino que da promessa de gritar e perder, amar ou morrer…vive na ilusão de sentir mais do que escreve, viver mais do que anseia vencer ou conhecer-se a si próprio e a quem ama e não quer perder…
Como um sonhador livre e apaixonado que beija a tinta envolta em sangue, limpando-a suave e ansiosamente entre lábios e língua que lhe atormenta a escrita… na vontade de o fazer e ser feito entre odores perfeitos… em pele, cruz, suor, saliva e ardor de quem ama e por quem é … amado.
Que venham!
Mas não me exijam se não conseguirem dar…
Nem me peçam se jamais anseiam cumprir…
Não me amem se não sabem amar…
Não me beijem se não ousam seduzir…
Amor! 
… no meio do Não e do Sim
…do Tudo e do Nada…
Amor que é escrita em folha de papel, em pedaços de areia num mar fugidio ou nas estrelas que na noite enamora… 
Que venham! 
Mas que cheguem no meio de escrita vermelha impune, areia doce e molhada ou embrulhados na noite e em luzes que nos cegam…
Não me jubilem num tormento de dor e sangue pregado!
Se não agoniam e almejam a vontade de se crucificar
Não gostem nem sequer me enamorem nesse dia roubado
Se não tiverem coragem! Desse amor em suas mãos cravar

Fotografia, Autor Desconhecido
Texto, MABA