Os dedos ajustavam, esticavam, talhavam o leve tecido a um corpo…
Wednesday, September 14, 2011
Amor?
Os dedos ajustavam, esticavam, talhavam o leve tecido a um corpo…
Friday, August 26, 2011
Pelos Teus Olhos...

Fotografia, Carlos Vieira
…Veio até mim sem saber como…aproximou-se…observou, sorriu, gracejou…acariciou-me o rosto, colocou as suas mãos sobre os meus olhos e fechou-os, tirou a capa que lhe cobria a nudez e colocou-a sobre os meus ombros, quente, segura, cravou as unhas na minha pele, pescoço, derramou uma gota de sangue…bebeu-a, mordiscou o seu pulso, beijou-me os lábios e engoli o seu…sorriu uma vez mais e sussurrou…”Abre meu querido…não tenhas receios…não os escondas, abre a tua alma escondida e vê o Mundo por breves momentos não pelos teus, mas sim pelos meus olhos…”
…
“…Confusão, desordem, sem regras, sem saber como olhar, reagir, pensar…fiquei. Senti algo diferente…senti-te a ti, talvez a mim, de uma forma estranha, algures… algo utópico e imortal, belo e triste, sem regras, com limites. Olhei para o teu rosto, para o meu, vi a pureza dos teus sentimentos… o espelho de uma alma, envolta em reflexos de pressentimentos confusos agrupados e arrumados de forma diferente a que me habituei…o erotismo e o erudito do tempo, as memorias, as tristezas em volta de olhares imperfeitos mas sabedores de cruéis e simples realidades, que no confronto da sua fidelidade se confortam na dor.
…A beleza …poderá até nem sequer existir…são apenas ilusões de sentimentos espelhados no nosso olhar… que o nosso eu protege de algo… de um modo imperfeito que nos sabe e assemelha-se inconscientemente à perfeição. O saber, a realidade, torna-nos frios, ou conhecedores de princípios… fruto daquilo que somos genuinamente e do que nos tornam sem palavras, reacção… nervosos, frágeis…e o silêncio? …esse… são meras sentenças de Amor…no qual saboreamos a sua altivez, plenitude e insignificância…e quando não o temos ou podemos perder…Aí sim! … De braço dado com a dor…São apenas palavras de silêncio o nosso Amor…
…É o bater de um coração… o nosso… desesperado por uma Paixão cúmplice que de sucesso tenha muito e que de felicidade se inunde…É saber sentir o que sabemos que conseguimos sentir, ser maior e mais alto do que outros, conhecedores de um sentimento, aproveitar o que ele nos dá na sua essência, beleza, pureza…e ocultar o seu sofrimento, tristeza. É saber ser diferente, utilizando a nossa mágoa, em beneficio de nós…saber sofrer e fazer parecer dor…e se o soubermos…logo saberemos beijar e tocar…se soubermos morrer, saberemos matar, amar…seremos assim poetas de inúmeras palavras que da verdade apoderamo-nos da mentira e conhecedores da vida podemos como ninguém beijar, tocar e arrepiar…ou…morder, seduzir e ferir…
…Conseguimos tocar a mão do Diabo sem ter que a agarrar, beijar os lábios de Deus sem ter que os sentir…somos e podemos ser o melhor da nossa essência sabendo as limitações e qualidades do nosso ser, olhar como quem ama, sentir como quem beija, amar como queremos ser amados…ter a diferença de um sucesso banal… de se ter o que se quer, pela ousadia de apossar a felicidade… e querer o que se tem…”
…
…Foi… saiu de mim como quem de poeira lava o rosto com agua doce e limpa, foi…olhou para mim no fragmento de uma imagem bela marcada pelo tempo, muros de gáudio, dores, marcas de vida no espelho que a invade e se reflecte em mim, inclina-se para a inocência que ainda preserva…e sorriu…”Abre…doce amigo, os teus olhos e vive como podes viver, como consegues ser…forte e verdadeiro, alegre e melancólico, romântico e louco, vive como desejas, num mundo que podes alcançar sem ter que o compreender…vem ser o Sol que ilumina e a Lua que se esconde…abre…os teus, os meus já estão…e gosto de os sentir bem abertos…e tenta em ti próprio alcançar o que desejas…que talvez seja o que todos nós almejamos…e só quem pensa como nós consegue…
…e o que será?…
…eu sei, eu vi… e não digo…
Segredo…”
Wednesday, July 06, 2011
IV- Seiva de Amor, Castigo!
Não só quem eu sou...
Mas quem sois vós...
...
E respondam amargamente a quem amam...
anseiam amar ou por ser amados...
a quem, com ou sem convicção, vive um suposto Amor...
E a duvida alimentará a incerteza...
Sorriu e choro por mim e por vós...
...
Será tudo! Ou nada!
de quem Ama e de quem devasse esse Amor...
...
Nenhuma afirmação de decência, nenhuma questão suspeita…
Não quero que gostem de mim! Não quero que me amem!
...
Quem o diz leviano! Doce Amor de querer e posse morrerá...
...
Quero!
Quero!
Alguém que de boca lasciva se torne virgem perpetuada…
E que do seu ventre nasça a gloria do nosso ser...
Lábios e Pele num fogo apaixonado!Seiva queimada...
Dor, Grito, Prazer e Silencio! Razões de um amor por viver...
…
Que perante a altivez de tal resposta... seja breve...
A mesma envolta em espinhos e segredos do Passado...
Sufoquem não o que desejo, mas sim o que vós quereis...
Martírios e castigos! Pena de quem sangue bebe Amargurado...
...
Mas Descasai!...
Porque me irei retirar…
Thursday, May 26, 2011
III- Seiva de Amor, Desejo!
Que alguns sofrerão inveja e que outros repulsa…
…
Digo-vos de forma categórica.
E irão vê-lo de forma inequívoca.
Não!
…
Sois capazes de morrer por Amor? Controlar a vida e a pertença solidão?
Com certeza que não!
como eu senti, como eu sinto.
Perguntem!
Será que o que sentem existe algures em algo de mais profundo?
Ou existe uma eterna barreira, um determinado limite de felicidade obscura, exacta, controlável e estagnada.
Perguntem!
Thursday, May 19, 2011
II- Seiva de Amor, Sangue!
… no meio do Não e do Sim…
…do Tudo e do Nada…
Que venham!
Mas que cheguem no meio de escrita vermelha impune, areia doce e molhada ou embrulhados na noite e em luzes que nos cegam…
Wednesday, April 20, 2011
I- Seiva de Amor, Martírio!

Monday, March 28, 2011
Saturday, March 26, 2011
Noite de um beijo
Imagino um beijo teu… conformidade e dever… paixão e sonho… chama, dor, desejo e amor…
…
Sinto esse beijo…o meu, em cada momento de infinita ternura, pureza e ingenuidade…infelizmente apenas um sonho, mas mesmo sonhado o meu beijo esta mais perto de ti de que outro.
Nesse anseio, os meus lábios fecham-se e tocam nos teus… sinto os meus olhos fecharem, não querendo!
A tristeza de fecha-los compensa?
Nem que seja por breves instantes, um olhar que sempre te procura, que te quer encontrar, que não te quer perder… desviar os meus olhos dos teus, o olhar que te deseja, que te admira, que te anseia e ama…compensa? …
Fecho-os e quero fecha-los por esse sabor único… que da ausência da luz de um olhar permite… um paladar único enfeitiçado pela sua escuridão, do epílogo dos mesmos, de um pensamento que esvoaça no mais intimo de ambos, concebendo uma beleza maior, o nosso deleite pleno, o nosso ser único que jubila o sabor de um amor perfeito na sensibilidade de lábios que se amam, na carícia extrema de sentir quem nos faz sonhar e acreditar, sonhar por acontecer…
…
O meu beijo esta mais perto de ti porque te amo… nascendo na tua boca a ausência do meu olhar… e na solidão! canto os teus olhos perdidos do meu rosto, e se te encontrar, possuir… cantarei o teu corpo querendo a tua boca aberta na minha, olhos fechados e encetados num amor como se nunca tivéssemos tido ou amado alguém…saudade.
…
Mas…
Tu estás em mim mas ausente de mim, os teus lábios tocam e os teus olhos fecham para alguém que não eu…
…a minha magoa da não pertença,
…a tristeza de não seres minha,
…a esperança de que seja o meu olhar que contemplas e sonhas, quando os teus olhos se fecham e os lábios que te tocam por dever e a quem pertences… mas não de quem és…
…
Noite… eterna noite que chega, que se sucumbe e que te traz no silêncio, que nos esconde e onde nos podemos pertencer…
Sei…apenas dos teus gestos, na procura do teu corpo para além dos meus dedos, que te trago nas minhas mãos distantes do teu peito, que te olho e contemplo no adormecer, que saboreio lábios e boca tão dentro de mim… tão ausente de mim…
…e eu estou tão perto de ti…ávido da esperança que morre no beijo dos teus lábios e que renasce no teu íntimo e secreto olhar… à noite ao luar… pensando somente em ti, em mais de que não em ti, em segredo, numa noite de um beijo teu.
Sunday, March 13, 2011
Ama-me!
Pulsar,
Batimento de uma morte por acontecer…
…
Toquei novamente no seu corpo perfeito, mas tristemente vazio, os dedos percorreram a sua pele de uma forma suave…
O desentrelaçar de um nó que lhe protegia a zona mais íntima e inacessível…
Pano de seda retirado e posto de lado sem ansiedade, colocado ao de leve junto à vela que lhe mostra o rosto e que lhe esconde o peito de uma intermitente sombra…
…
Beijo-a, suavemente…na busca de um odor que me pertence, esse suave cheiro de branca ingenuidade…
Beijo-a, docemente…na procura do seio que aposso com a saliva que me escorre por uma boca insaciável…
Beijo-a, ingenuamente…no seu sonho meu…nesse patamar tangível de suor e desejo, volúpia e pecado…
…
Sorriu, ofegante… mordendo o seu lábio inferior por prazer, juntando o seu dedo indicador a um beijo que procurava, como apontando o caminho de destino…
Sorriu, no oscilar ondeante das ancas que me procuraram, apertaram e obrigaram os nossos corpos a se unirem num só…
Sorriu, enganando-me na dor e prazer de um momento, agarrando com violência a minha pele, corpo, que impunha um ritmo brando, exigindo um aperto maior, profundo e veloz…
…
Violência…
Contida na forma selvagem, como se agarrou aos lençóis e me puxava para o mais fundo de si…
Crime…
Nos momentos só nossos, reproduzindo os mais criminosos, libertinos e devassos do mais perverso mundo…
Sofrimento…
Que procuramos um no outro, lágrimas de prazer, golpes em ambos os corpos, entre unhas e dentes em vontades extremas de atingir limites onde o sangue de dois se derramam e unem, suor e saliva se juntam e se confundem…
Dor…
Surda e sequiosa, insaciável que nos perde nas horas, que nos subtrai os líquidos da alma e alimenta a pele em contracções que dissociamos, espasmos avulsos que nos junta, convulsões que incessantemente deixamos cair…
…
Sonha-me!
Agora onde a noite chega e tudo pode ser nosso…
Deseja-me! Morde-me e Beija-me!
É no sonho que descobrimos o nosso eu e o nosso amor…
Vive-me!
Onde tudo é possível e nada nos julga e condena…
Mata-me e Morre!
Da vida mundana e banal…para vivermos onde a minha é a tua dor, o meu é o teu amor, onde partilhamos o nosso corpo… sangue e suor… e voltamos a sentir um beijo, o sabor de uma pele ou a vida num olhar…
…
Vem! Mata-me e Morre!…Hoje e Agora!
Vive-me e Sonha-me!…Amanhã!
e Ama-me!…Depois!
Wednesday, March 09, 2011
Sonha-me!
Pulsar,
Batimento de uma morte por acontecer…
…
Todas as noites sonhava-te sem saber quem tu eras…
Todas as noites percorria vagabundo esquinas e destinos de sonhos imperfeitos por não te encontrar…
…
Noites de sofrimento…
Por dores não minhas mas abraçadas com prazer…
Onde cruzes de doenças se depositam em supostos amores…
Vidas imerecidas tristemente anunciadas…
Onde traços viris vivem em olhos de dor, atroz certeza…
…
Noites de angústia suspensas no meu sonho nocturno, triste e lascivo…
Onde numa delas descobri esse doce delito…
Feiticeira aguardando pela sua morte prematura, fogueira de entrega…
Onde a vida se converte em inquisição de um desejo ávido de idear inocência…
…
Aprisionada, deitada à mercê do seu próprio destino, espalha o seu corpo numa cama ocupada… mas vazia…
…
Vejo…
Jazigo de uma esperança, útero de um sonho sonhado e desejado…
…
Chego…
Pela brisa de um luar que entrava pelos vidros inquebráveis de uma janela…
Pelo percurso e desfolhar entre livros e pó de uma estante esquecida no tempo…
Na incerteza da chama de uma vela, cujas sombras lhe atemorizam o rosto…
No esvoaçar e conforto das cortinas que a escondem, paredes que se desencontram da firmeza do chão que pisa…
Na confirmação de medos, retalhos sem rumo de roupas despedaçadas e sem lugar, estendidas ao abandono…
…
Chego e toco-a no corpo… amedrontando-a…
…
Pulsar,
Batimento de uma morte por acontecer…
…
Dormia docemente e eu! … Desfolhado de qualquer preconceito, privado de qualquer tipo de roupa, nudez, dispo-me de todos os rituais de pudor, timidez e medo.
Numa combinação volátil de silêncio perverso e paixão amena, senti o seu cheiro …sorri e num sorriso ausente sussurrei…
…
Quando a escuridão chegar e de deitares de uma vida, viveras outra…
Onde tudo é possível, onde o desejo é destino e a felicidade retorno…
E nesse momento, quando puderes morrer e abrir os olhos…
…então…
Sonha-me!
Beija-me!
Vive-me! Mata-me e Morre!
Wednesday, January 05, 2011
Ecos
Existem momentos, existem dias, existem sonhos e tempos, lugares e destinos…
Onde e quando tudo se desmorona, se destrói e é esquecido…
Instante fugaz mas eterno em que nos sentimos sozinhos, sem rumo, sem destino…
Não precisamos nem queremos ouvir o Mundo, nem ninguém…
Dia, sinal, dever, certeza da responsabilidade de parar, descansar, olhar em redor, sentarmo-nos e retirar do nosso peito a carta que escrevemos ao longo da vida… a nós próprios…
Onde os sonhos não são esquecidos, onde a verdade não é escondida, onde as nossas ruas de deleite paixão não escondem o nome de quem eternamente chamaremos… Amor…
Essa carta escrita com as lágrimas, sangue e odor do tempo… o que a vida nos ensinou, ensina…diferenças, erros, virtudes, certezas e verdades…
…
A subtil diferença entre segurar uma mão e encadear uma alma…
Em que o amor não significa serventia mas sim respeito, honra, dignidade, admiração e entrega…
Em que o respeito e companhia nem sempre significam felicidade e segurança…por vezes solidão…
Em que a felicidade não é sempre ter o que queremos, mas sim ter da forma como sonhamos…
Em que sonhar e concretizar um sonho não é impossível, como aprendemos que os beijos não são contratos e presentes não são promessas…
…
Aprendemos a aceitar as nossas derrotas com a frieza e graça de um adulto… escondendo melhor a todos a tristeza da criança em nós…
Aprendemos que podemos construir hoje todas as estradas, destinos, casas, protecções, pontes, expectativas e muralhas, defesas… mas o terreno que as sustem não deixa de ser incerto amanhã… e tudo o que não viver da convicção tem o hábito de cair…
Aprendemos que o sol tudo queima quando se exposto por muito tempo…
Aprendemos a aceitar que não importa o quanto amamos, sofremos e gritamos…se para quem o fazemos não ama, não sofre e não ouve no mesmo tom…
…
Aceitamos que não importa quanto boa pessoa é, ou somos… vamos sofrer e fazer sofrer, feridas serão abertas, cicatrizes, por quem e a quem amamos… podemos e devemos perdoar… apenas se alguém o merecer…
Aceitamos que podemos sorrir e chorar, brincar e gritar, fazer e sonhar…
Aceitamos que a confiança leva anos para se construir e apenas segundos para se destruir…
Aceitamos viver com o poder da verdade e a lógica de mentir por amor…
…
Compreendemos que o maior acto de amor é o altruísmo…é a felicidade, vida de quem amamos, mesmo que implique a nossa morte…
Compreendemos que a vida são instantes e temos o poder de fazer magia memorável e indescritível, como de igual forma capaz de actos que nos arrependemos perpetuamente…
Compreendemos que a verdadeira amizade ou amor pode não morrer mesmo com longas distâncias a percorrer, embora a ausência tenha a ousadia e permissão de esconder e esquecer essa tristeza…
…
E o que importa não é o que se tem na vida, mas quem se escolheu para a partilhar.
E o que importa não é ter alguém para a partilhar, mas quem nos acompanha, compreende e tem competência nessa evolução e partilha.
E o que importa são os bons amigos, família que nos foi permitido escolher.
E o que importa é a família que não nos julga, no momento que mais necessitamos que não o façam.
…
Descobrimos que amigos há… que só o são se forem mais felizes do que nós.
Descobrimos que família são aqueles… de nosso sangue ou amor partilhado que nos ama quando menos merecemos.
Descobrimos que as pessoas que mais nos amam são nos tiradas de forma repentina e inesperada, então, devemos sempre deixar palavras de calor, no desespero frio de ser a última vez que vamos vê-los ou ouvi-los.
…
Somos responsáveis por nós mesmos, conhecedores do poder do bem e do mal que podemos exercer.
Somos responsáveis por erros e virtudes, conhecedores da relatividade de pormenores e do meio ambiente que nos influencia e a todos em nosso redor.
Somos responsáveis por decisões únicas, conhecedores que o obvio nem sempre é o correcto e a comparação com outros nem sempre é eficaz.
Somos responsáveis pelas nossas escolhas e comparações, conhecedores da balança da justiça, decisões entre o melhor e honroso, mundano e banal.
…
Demora algum tempo a descoberta que nos permite tornar a pessoa que queremos ser e que esse tempo é demasiado curto.
Demora algum tempo o conhecimento que nos permite saber que o que importa não é onde estamos, mas onde queremos chegar.
Demora algum tempo que o desconhecimento de um destino só nos irá trazer a descoberta tardia desse lugar e de acções predestinadas.
…
Sabemos que controlamos palavras, acções e significados e que elas próprias nos vão querer controlar.
Sabemos que ser submisso não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quanto delicada e frágil seja a situação, existirão sempre dois lados.
Sabemos que ser frágil é amar alguém e forte é amar não outro mas apenas nós próprios.
Sabemos que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário, enfrentando todas as consequências.
Sabemos que a paciência requer experiência e a espera não é prova de fracasso, mas sim de ousadia de um significado.
Sabemos que a perfeição não existe… mas inconscientemente procuramo-la incessantemente.
…
Perguntamos se a nossa vida é hoje, agora… e a única que temos.
Perguntamos se na nossa vida, hoje, agora… somos o que queremos.
Perguntamos se na vida não existe perfeição… e existe… em pedaços, faíscas e fulgores, a nossa própria; onde essa definição se consegue por vezes aproximar.
Perguntamos o que nos oferece sabedoria… não são anos, são experiencias, erros e certezas, locais de aprendizagem.
…
Concluímos que não somos ninguém para destruir sonhos e moralizar acções.
Concluímos que sábios não são os que acertam… são os que se corrigem.
Concluímos que temos o direito de gritar por raiva e dor, não o temos de ser frios e cruéis.
Concluímos que uma pessoa pode nos amar e não conseguir demonstrar, como alguém saber dize-lo e não conseguir provar.
…
Sei…que existem momentos, existem dias, existem sonhos e tempos, lugares e destinos…
Sei…em que momento o vento te beija o rosto, o dia em que a folhagem abraça o teu corpo, o sonho e lugar onde a luz e sombra ajeitam-te os cabelos e escondem o teu olhar…
…
Sei…esse destino sem saber o tempo…
…onde as nossas vidas se unem por momentos,
…onde os sonhos permanecem na memória,
…onde os amores vagueiam para sempre…
…
Sei…
Que tudo são ecos de Amor…
…
…e que ecoam para a eternidade…
MABA
Saturday, January 01, 2011
Hoje...2011
Bebo hoje um cálice… à rendição de um amor
Celebração do mais belo… que se pode saborear
Bebo hoje o sangue… que de lágrima se fez dor
Verdade de quem esperou… cego por te amar
Na ilusão de voltar a ser feliz hoje celebro…
…na incerteza a esperança,
…na verdade a loucura.
…
Confissões de palavras e a vontade de as juntar…
…escrita de uma historia que jamais termine,
…escrita descoberta pela fresta de um olhar.
…
Amor…
Não é uma simples gota na mão…é chuva que escorre no rosto
Não é belo e elementar…é loucura memorável e inesperada
Não é caminho escorreito e definido…é destino improvável e incerto
Não é procura atormentada…é sentimento, instinto e espera inabalável
Não é presença de honestidade pura… é honra de uma paixão singular
Não é efémero e na esperança de um dia…é utopia de um sonho realizado hoje
…
Bebo então esse cálice… de lágrimas e sorrisos de amor
Celebração do mais doce… que se pode pedir e anunciar
Bebo então esse vinho… que de agua inerte se fez cor
Verdade de quem olha… e não sabe hoje o que desejar
…
Apenas que todos os sonhos de quem Amo se concretizem no Novo Ano de 2011





