
Fotografia, Autor Desconhecido
“Olha para mim meu Amor! …”
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Foi o que tantas vezes lhe escrevi, gritei, sussurrei, pedi e implorei. Mas não quis olhar para mim…nunca quis…e na ausência do seu olhar… cegou o meu…
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Tantas saudades sinto daquele beijo, mordidela e grito, sussurro, sorriso e deleite do meu Amor…que me iludiu na pobre tristeza do que mais venero… amar e ser amado no pormenor da unicidade de um poema…na luxúria da união de dois corpos… distantes da profundeza da vulgaridade … perto do céu e inferno da loucura, perfeição… como compromisso voraz de vida…
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Um amor que me fez acreditar numa jura de um passado que não desejava…o seu e o meu. O não a uma riqueza pela dolosa cor do ouro, falsidade enganosa de um beijo ou gesto por imoral conveniência…e que nos faz sangrar de dor. Um sim a uma luxúria de afecto pintada de cores do mais profundo mar azul, simples poema de verdade, suspiro de proveito…e que nos faz chorar na vivencia de um doce e singelo fervor em Nós …
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Na cegueira dos meus olhos presenteei o meu corpo numa oferenda única jamais dada a uma mulher… que visitou os cantos dos meus sonhos, desejos e confissões…
Soube. Teve. Sentiu o que apenas deveríamos desejar na vida…mas não…! Mentiu! …e não é como eu … Não amava… não desejava sonhar… não ansiava em escrever esse diário de uma vida …paixão eterna. Necessitava unicamente de algo ou alguém que a ajudasse… não a escrever um futuro de amor-perfeito mas sim! A corrigir um passado de valores errados e cruéis…
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Na cegueira dos meus olhos viajei na volúpia do seu corpo, tatuagem num anseio sem pudor, muito para além dos olhares do desejo…para mim…amor…
Os momentos doíam-me de prazer ainda inacabado, regeneravam-se no singular beber do seu fôlego, no inebriante cheiro dos nossos sexos, sôfregos e insaciáveis…para mim…amor…
Horas escassas que desejava eternizar ao sentir o meu sangue quente crispado nas suas unhas cravadas na minha pele … na minha boca? … O seu mamilo mordido fluía numa sofreguidão avermelhada sem vergonha, sem defesas, apenas brandas e suaves …melosas apenas para mim…amor…
Num apetite ávido, descobriu em mim esses lugares, destinos, caminhos, segredos de uma forma doce e delicada onde as curvas dos corpos se colavam às mãos… encaminhadas num desassossegado de caminhos cruzados, encruzilhadas de dor e prazer onde a saliva de um beijo, o odor dos nossos perfumes, rios de suores e sangue, leite do corpo e vida se reuniam no destino que era meu…ou deveria ser meu…num sublime encontro que venerava…e que para mim era tudo…era amor…
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Na cegueira dos meus olhos procurei reinventar essa forma de sofrer, de sentir e de olhar…fugindo dessa união comum…riqueza que nos corrompe e que nos desvirtua o encanto de nos unir para celebrar o nosso filho por devoção…do que somente sua criança por dever…
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A cegueira dos meus olhos esfaqueados nessa procura de insana volúpia, deliciosa paixão e firmeza na procura de verdade…obrigou-me a sossegar a luxúria que me rasgara a carne, a amizade e ajuda que me consumira o espírito e violara a virgindade do meu bem-querer. Amálgama incapaz de discernir se era ou se viríamos a ser…sem nunca ela querer saber o que poderíamos ter sido…se fossemos…como disse um dia… e mentiu!…iguais…
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Na cegueira dos meus olhos, nas horas em que o olhar mais escurece, morri sozinho, no engano de um desejo que não meu, que não eu… para mim amor…para si carência…
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De mim…? Amanhã, se já não hoje…a triste certeza que nada vai recordar… talvez apenas os sorrisos que me tirou…
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De si…? Uma mágoa desejada, intensa, húmida de fantasia, perpetuada no tempo… o meu amor perdido, as minhas certezas desfeitas e sonhos inacabados…
…na mentira… o desgosto;
…nas constantes e incessantes perguntas para nos salvar,sem nunca alcançar resposta… a tristeza;
…no intimo de um silêncio sufocante de rendição… enlouqueço…
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“Amor…! Se nunca quiseste olhar para mim…porque me quiseste cegar? …”
“Amor…! Se não me querias perder…porque fizeste tudo para eu desistir? …”
“Amor…! Se nunca me amaste, porque me deixaste amar-te demais…?”
MABA














