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Perguntem a essa aparente confissão…
Se sabe desse alvitre ou profecia…
Perguntem ao vosso mais intimo desejo…
Se será somente um pedido de perdão…
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A resposta será não e nada!
ou sim e tudo!
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Eu? Não admito nada mais!
e Sei!
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Que não irão gostar de mim, talvez adorar, talvez odiar…
Que alguns sofrerão inveja e que outros repulsa…
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Que alguns sofrerão inveja e que outros repulsa…
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Não irão gostar de mim agora e muito menos na vida e no amor escrito…
… pelos dedos que sacrifico na exigência da pele por punição,
… martírio de beijos roubados envoltos em sonhos que não meus,
… jubilo e magia na diferença do genuíno ao impuro e da embriaguez à insanidade.
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Não é uma questão de impunidade, pergunta ou solidão…
Virtude, orgulho, convicção, sentimento e ilusão… Talvez!
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Digo-vos de forma categórica.
E irão vê-lo de forma inequívoca.
Não!
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Digo-vos de forma categórica.
E irão vê-lo de forma inequívoca.
Não!
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Não é uma posição confortável a minha…
Mas sim a Vossa!
Sofro por entre as linhas que escrevo e vivo…
Martírio de uma solidão que não desejo.
Mas é minha, só minha!
Anseio que me salvem, imploro que me leiam, percebam, compreendam e concluam de uma forma majestosa o que escrevo vagabundeando…
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E como é fácil soletrar a palavra decepção e reclamar que ame mais alto e maior …
E como é fácil e cómodo observar e tirar conclusões de forma distanciada…
E como é fácil sonhar ao invés de viver um sonho, como difícil é viver sem saber sonhar…
E como é fácil vendermo-nos e sermos vendidos pelo Amor que sentimos e por quem ansiamos…
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Amor!
A mesma súplica se aplica a Vós!
Sois capazes de morrer por Amor? Controlar a vida e a pertença solidão?
Com certeza que não!
Sois capazes de morrer por Amor? Controlar a vida e a pertença solidão?
Com certeza que não!
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Sintam...
como eu senti, como eu sinto.
como eu senti, como eu sinto.
O tremor, medo, loucura e insanidade sã…
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Perguntem!
Será que o que sentem existe algures em algo de mais profundo?
Ou existe uma eterna barreira, um determinado limite de felicidade obscura, exacta, controlável e estagnada.
Perguntem!
Será que o que sentem existe algures em algo de mais profundo?
Ou existe uma eterna barreira, um determinado limite de felicidade obscura, exacta, controlável e estagnada.
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Perguntem!
Perguntem!
Se a infelicidade da perda, a demência de ir mais alem, a algo insaciável prenunciado num horizonte inatingível que nos enlouquece e nos paralisa nessa procura …existe?
Ou existem momentos eternos, perfeitos, do nosso ser, intimo, modéstia e vaidade, humildade e servidão, para sempre recordado,para sempre inacabado, para sempre perpetuado na busca da perfeição e evolução de algo único a dois tons, a dois corpos …a dois!
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Fotografia, Autor Desconhecido
Texto, MABA

